Durante algumas buscas pela Internet sobre o tema Globalização e os Bancos para um trabalho que estou fazendo, acabei encontrando alguns artigos muito interessantes da Business Week (
www.businessweek.com/print/magazine/content/09_20/b4131038438462.htm).
Basicamente, analizam como a total globalização dos mercados financeiros acabou por potencializar as situações que culminaram na crise financeira que todos já conhecemos bem...
E não deixam de ter razão em alguns pontos. Talvez o mundo tenha ficado global demais e as instituições financeiras, que vivem de assumir e gerenciar risco, acabam em determinados momentos explorando ao máximo a flexibilidade dos mercados globais, em busca das melhores oportunidades, sejam em mercados emergentes ou nos centros financeiros tradicionais.
É sabido que em casos como o da Lehman Brothers, a instituição distribuiu ao redor do mundo, através de suas 433 subisidiárias, os títulos podres colhidos durante o boom de crédito no mercado americano, Títulos que aos olhos de pequenso investidores europeus ou asiáticos eram “garantidos” pela sólida Lehman de Nova York.
Esses efeitos são tão fortes que chegamos a um ponto onde economistas, legisladores e até alguns grupos empresariais começam a acreditar que uma das possíveis soluções para se evitar que novas crises como a atual sejam geradas passa pela redução do fluxo de capital entre os países por parte dos governos, o que em tempos de economia retraída, é claramente mais um sinal de perigo para a retomada.
Idéias como estas trazem alguns dilemas. Qual o papel dos governos em resguardar os investimentos e economias de seus cidadãos frente aos riscos impostos pelos mercados financeiros globais? Como os governos podem se organizar de forma coletiva para que tenham as mesmas regras, tanto em termos de controle como em termos de proteção de seus sistemas financeiros nacionais? Em termos práticos, como os órgãos reguladores americanos poderiam saber o que a Lehman estava negociando em outros mercados e para quem? Essas são discussões que ainda vão dar muito o que render.
O fato é que bancos, seguradoras e outras instituições financeiras precisam integrar suas arquiteturas financeira e de gestão de risco. É de se esperar que novas regulamentações sejam impostas ao setor, mas a solução não está em reagir às demandas governamentais, mas sim em encontrar formas melhores de identificar, gerenciar e precificar os riscos de crédito, operacional e de mercado.
O objetivo de gerenciar risco em toda a empresa pode ser atingido através de um repositório de gestão financeira e de risco integrado que entregue uma única versão da verdade. Isso vai permitir aos bancos ganharem visibilidade entre suas unidades de negócio e tomar ações corretivas baseadas em objetivos de performance.
Os bancos que fizerem e mantiverem os investimentos corretos em gestão de risco em suas instituições serão os mais adequados para colherem os benefícios no futuro, gerando a necessária confiança nos mercados e clientes, além de já se anteciparem às eventuais novas regulamentações que venham a surgir.
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